A cantora Anitta surpreendeu os fãs ao aparecer fumando no clipe da música “Desgraça”, lançado na última sexta-feira (17). Conhecida por nunca ter associado sua imagem ao cigarro, a cena rapidamente gerou repercussão nas redes sociais — e levou a artista a se pronunciar.
Após um internauta questionar se ela havia se tornado fumante, Anitta respondeu de forma direta e bem-humorada:
“Não existe nada na vida que eu tenha mais pavor de fazer do que fumar. Mas a pomba-gira fuma. Tudo pela arte.”
A explicação está ligada ao conceito artístico do clipe, que traz referências espirituais e simbólicas. A figura da pomba-gira, presente em religiões de matriz africana, é frequentemente associada a elementos como o cigarro e incorporações intensas — o que justifica a escolha estética da cantora para a produção.
Essa não é a primeira vez que Anitta mistura música e espiritualidade em seus trabalhos. Em 2024, no clipe de “Aceita”, do álbum “Funk Generation”, a artista apareceu caracterizada como um orixá dentro de um terreiro de candomblé. Na época, a atitude gerou forte repercussão e fez com que ela perdesse mais de 200 mil seguidores — algo que a cantora classificou como intolerância religiosa.
Na ocasião, Anitta explicou sua ligação com a religião:
“Na tradição do candomblé, eu sou filha de Logun Edé, que é um orixá mega complexo. Sensível e bravo, inteligente e esperto, carinhoso e pragmático… Essa música traduz essas características para o meu universo, na minha história.”
A conexão com a fé também está presente em seu novo álbum, “Equilibrium”, lançado na quinta-feira (16). O projeto traz referências religiosas tanto nas letras quanto na sonoridade, reforçando a espiritualidade como parte importante da identidade artística da cantora.
Anitta já havia comentado anteriormente sobre sua trajetória religiosa, destacando que cresceu frequentando tanto o catolicismo quanto o candomblé, mas que se identificou mais com a segunda vertente ao longo do tempo. Ainda assim, sempre reforça o respeito por todas as crenças.
Com mais uma produção carregada de simbolismo, a artista mostra que continua apostando em narrativas visuais fortes e pessoais — mesmo que isso gere debates.







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